quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Seguradoras despontam como o setor mais propenso a mudar o relacionamento com os fornecedores neste ano

Fonte: Revista Cobertura

Levantamento foi realizado pela consultoria global Protiviti junto ao The Shared Assessmentsmudança

Realizada com 539 executivos do mundo todo, a pesquisa anual da consultoria global Protiviti junto ao The Shared Assessments sobre Gestão de Riscos de Fornecedores, mostra que 53% das empresas entrevistadas devem deixar ou mudar as relações com alguns fornecedores devido aos elevados níveis de riscos.

Companhias de seguro, incluindo planos de saúde, aparecem como as empresas que provavelmente irão realizar movimentos de redução de riscos, tendo preocupações com os seus custos e com a falta de expertise interna para avaliar os controles sobre fornecedores. O estudo, em seu quarto ano, mostra que 71% das empresas do setor securitário devem mudar suas relações com fornecedores de alto risco nos próximos 12 meses.

Observando o cenário brasileiro, com a promulgação da Lei da Terceirização, será cada vez mais comum a contratação de fornecedores para prestação de serviços e estes fornecedores, por sua vez, também contratarão seus terceiros para cumprir os contratos. Conseguir mapear os riscos envolvidos nestas relações e estabelecer controles será um diferencial para que as empresas possam buscar eficiência em seus negócios sem os impactos de eventuais riscos materializados.

O conselheiro sênior do The Santa Fe Group (Shared Assessments Program), Gary Roboff, diz que apesar de alguma evolução geral da gestão de risco de fornecedores, o estudo mostrou que, com algumas exceções, o avanço foi incremental desde a primeira interação do estudo em 2014. “O passo mais importante que uma empresa pode dar para melhorar a performance da gestão de risco de fornecedores é realizar avaliações periódicas e independentes da efetividade do programa. Fazer benchmarks de formar regular é extremamente importante frente aos desafios associados ao ambiente de rápidas mudanças nos riscos externos e no ambiente regulatório”, completa Roboff.

A mesma evolução pode ser observada no Brasil. Antes, a gestão de riscos de fornecedores no País ficava limitada ao processo de contratação de fornecedores e era focada na homologação financeira e de aspectos administrativos, tais como certidões negativas, regularidade nos órgãos competentes, dentre outras demandas.

“Hoje também são avaliados aspectos ligados à imagem e à reputação de terceiros não somente na contratação, bem como ao longo de todo o contrato. Também há uma evolução de programas de auditoria de fornecedores para avaliar in loco se os parceiros cumprem pontos definidos nos contratos e na legislação”, explica Thiago Guimarães, líder da área de Business Performance Improvement (BPI) na operação brasileira da Protiviti.

Como citado por Gary Roboff, é importante que as empresas façam benchmarks de forma regular para entender quais riscos o mercado entende como críticos, mapear quais de seus fornecedores e contratos estão expostos a ameaças e poder atualizar o programa de gestão de riscos de fornecedores da empresa para torna-lo mais efetivo e evitar a exposição de seus negócios.

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