terça-feira, 27 de março de 2018

Para ramo de automóveis, recuperação é mais lenta

Fonte: Valor Econômico
Por Adriana Aguilar | Para o Valor, de São Paulo

O seguro para automóveis, por décadas, apresentou crescimento do volume de prêmios em torno de dois dígitos. Com a retração econômica a partir de 2014, o setor de seguro auto sofreu com o minguado incremento de 3,5% em 2015, queda de 2,4% em 2016 e aumento de 6,7% no ano passado. Em 2018, segundo os profissionais consultados, o prêmio do seguro auto vai ser mantido na casa de um dígito.

O vice-presidente da Comissão de Automóvel da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Walter Pereira, explica que o seguro auto anda a reboque da indústria automobilística. Cresce o mercado de automóveis, aumentam as vendas dos seguros para veículos.

Segundo o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, a previsão é de que todo o mercado segurador nacional, envolvendo todos os ramos, evolua entre 7% e 10%. Isolando os seguros para auto, a expectativa é de que o aumento do prêmio alcance os 8,5% em 2018.

O vice-presidente técnico da HDI Seguros, Fabio Leme, diz que a estabilidade no prêmio do seguro auto está ligada à variação da frota de veículos seminovos, com até cinco anos, no mercado brasileiro.

"Por mais que estejamos em recuperação, o número de veículos produzidos que entraram em circulação nos últimos anos foi inferior ao de anos anteriores a 2013. O fundo do poço foi tão lá embaixo que, mesmo que as vendas de carros novos aumentassem 10% em 2018, não seria suficiente para elevar a frota de seminovos em circulação. O número de veículos seminovos, com até cinco anos, deve cair ano a ano, alcançando 11,6 milhões até 2019, segundo projeção da HDI", explica.

No cenário em que as seguradoras disputam clientes novos na contratação do seguro de automóveis, a Bradesco Auto/RE manteve o foco na retenção e fidelização do cliente que já está na carteira da seguradora, oferecendo mais tecnologia nos serviços prestados, de modo eficiente e em poucas horas, seja no martelinho ou no "Repare Fácil". "Há modelos matemáticos mostrando que, quando o serviço é bem avaliado pelo cliente, ele renova o seguro", explica o diretor-técnico de Auto/RE da Bradesco Seguros, Saint'Clair Pereira Lima.

O Grupo BB e Mapfre olhou para dentro de casa para aumentar a eficiência. "Fizemos uma transformação digital, com vistorias on-line, gestão de risco com mais tecnologia, gestão de informação e kits digitais aos clientes. A digitalização e a melhoria de processos se deu ao longo de 2017, entregue no final do ano passado", diz o diretor de produto de automóvel do Grupo BB e Mapfre, Glaucio Toyama.

"Acreditamos que a SulAmérica vai se dar bem com a digitalização de processos, em razão de ser uma marca forte e consolidada", diz o vice-presidente de Auto e Massificados, Eduardo Dal Ri.

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