terça-feira, 27 de março de 2018

Proteção de pessoas deve crescer 10% neste ano

Fonte: Valor Econômico
Por Adriana Aguilar | De São Paulo

O seguro que protege a vida das pessoas deve registrar, neste ano, crescimento parecido com os 10% observados no ano passado, quando começou a retomada da economia. O potencial é grande, avalia o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg) Marcio Coriolano. Segundo dados da FenaPrevi, o mercado de seguros para a proteção das pessoas - que inclui as modalidades vida, acidentes pessoais, viagem, educacional, financiamentos, doenças -, fechou 2017 com R$ 34,53 bilhões em prêmios, valor 10,9 % superior aos R$ 31,13 bilhões de 2016. O valor se refere ao montante pago pelos segurados para contratação de coberturas de seus riscos pessoais. "Em 2018, o aumento também deverá ficar torno dos 10%, diz o presidente da Fenaprevi e CEO da Zurich Brasil, Edson Franco.

Em 2017, o crescimento foi puxado pela modalidade prestamista, que quita parcelas de empréstimos e financiamentos em caso de morte, invalidez e inadimplência dos segurados. O avanço foi de 23,8%. Neste ano, a expectativa é de alta na modalidade vida em grupo. Em 2017, a modalidade teve crescimento discreto, em relação ao PIB, por causa do aumento do número de desempregados. "Se houver recuperação maior da economia e retomada do emprego, o seguro de vida em grupo tende a se destacar por representar mais de 50% da carteira de pessoas", diz o diretor da Bradesco Vida e Previdência, Claudio Leão.

Já o seguro viagem, cujas regras foram alteradas em 2015, representa apenas 1,4% do total do setor. Ainda, assim, o diretor de Vida e Previdência da Sulamérica, Fabiano Lima, enxerga potencial. "Cresceu 8% em volume de prêmios no ano passado, mas com o aumento de renda e mais pessoas viajando, a contratação desse produto vai aumentar", diz Lima.

O diretor geral de pessoas do Grupo BB e Mapfre, Enrique de la Torre, aponta outra modalidade de baixa penetração no país: o seguro de vida individual. O potencial, diz, é gigante. "De cada 100 brasileiros, apenas 12 têm seguro de vida. A recuperação da economia vai elevar o crescimento do seguro de vida individual", afirma.

"O importante é o segurado ter percepção do uso do seguro em vida, que tem coberturas para cirurgias, por exemplo - não é apenas indenização por morte", afirma o diretor da Bradesco. Para destacar a importância desse seguro, uma das iniciativas da Prudential, em 2017, foi a série "Seguro de Vida em Três Minutos" lançada no Youtube, diz o CEO da Prudential do Brasil, Marcelo Mancini Peixoto.

Uma das coberturas inovadoras da Icatu Seguros é para quem tem doenças como câncer, AVC, infarto, insuficiência renal. O seguro pode cobrir despesas do paciente, como reformas para adaptação de cômodos na casa, remédios, carros adaptados. "A pessoa recebe o dinheiro para usar como complemento ao plano de saúde", explica o diretor de Vida da Icatu Seguros, Bernardo Dieckmann.

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