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Palnos de Saúde: Adesão cresce 8,6% e receita alcança R$ 73 bilhões

Fonte: Brasil Econômico

Média anual de alta é de 4,5%, mas expansão foi beneficiada pelo aumento da renda e da expectativa de vida dos contribuintes

Superando a média nacional de adesões, de 4,5%, somente no último ano os planos de saúde registraram um aumento de 8,6%. A expansão foi impulsionada pela economia favorável, aumento de renda das classes menos favorecidas, melhoria na expectativa de vida.

Além disso, a oferta do plano de saúde como diferencial por empregadores contribuiu para o aumento das adesões. Segundo a Fenasaúde -Federação Nacional de Saúde Suplementar, representante institucional das seguradoras especializadas na área, enquanto a economia estiver em crescimento, o setor irá crescer. "Mesmo com as novas regras impostas na última Resolução Normativa, o setor deve continuar em crescimento, principalmente em novas adesões", afirma Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde.

Entretanto, o Brasil é um dos únicos países do mundo em que os serviços em saúde privados superam os públicos. "Em outros países cerca de 70% é financiado pelo governo, proveniente do pagamento dos impostos dos cidadãos", informa Arlindo de Almeida, presidente nacional da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), entidade representante de cerca de 250 operadoras de planos de saúde.

Segundo Coriolano, o aumento de adesões representa às empresas uma base de aproximadamente 46,6 milhões de pessoas usuárias, além de mais de 15 milhões aderirem também a planos odontológicos, segundo informações da entidade levantadas em junho deste ano.

Mesmo com um faturamento registrado na casa dos R$ 73 bilhões, entre janeiro e outubro, o crescimento em relação ao ano de 2010 no período foi de apenas 3,8%. "Isso acontece porque, a cada R$ 100 arrecadados pela taxa de sinistralidade do mercado, R$ 79 vão para despesas de assistência, R$ 14,3 para administração, R$ 3,3 para comercialização, R$ 2,1 para impostos e sobram R$ 1,3 para as operadoras", argumenta Coriolano.

No quesito fusões e aquisições as empresas de saúde são fortes candidatas a liderarem as negociações. No entanto, é necessário avaliar os riscos de cada operação para evitar a formação de monopólio. "Para isso o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) está atento", complementa Almeida, da Abramge. Por enquanto, segundo o executivo, esse risco não é real.

Entretanto, o maior grupo brasileiro em fusões e aquisições hospitalares é a Amil. A empresa, desde 2002, comprou as companhias menores operadoras Ampla, ASL, Dix, Life System, Lincx e Saúde Excelsior, além de obter autorização, para a compra da Medial recentemente. Além disso, a empresa adquiriu as carteiras de clientes dos seguros da Porto Seguro, bem como da Semic e dos hospitais Clínicas de Brasília, Pró-Cardíaco (em Belo Horizonte), Casa de Saúde Lúcia e Samaritano (ambos no Rio).

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