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SulAmérica lança fundo de ações nos EUA

Fonte: Brasil Econômico

Após sucesso de fundo de ações brasileiras em Luxemburgo e Taiwan, gestora foca o mercado americano

Flávia Furlan

À primeira vista, o cenário macroeconômico pode não parecer o mais fácil para a abertura de fundos no exterior para aplicação na bolsa de valores brasileira, já que em momentos de turbulência os investidores internacionais tendem a correr para ativos de menor risco. Mas não é assim que está baseada a estratégia da SulAmérica Investimentos, que está apostando em fundos que dão acesso a investidores estrangeiros à BM&FBovespa.

Primeiro com a participação em um fundo em Taiwan, depois em Luxemburgo e o terceiro passo - ainda em fase de reestruturação - será rumo aos Estados Unidos.

A gestora tem R$ 18,9 bilhões de recursos sob gestão, sendo R$ 7,2 bilhões provenientes das provisões técnicas (montante reservado para possíveis sinistros) da seguradora SulAmérica e participa dos fundos lançados no exterior pela empresa holandesa de serviços financeiros ING, que é sócia do grupo com 36% de participação. A função da gestora é de advisor, o que significa que é ela quem decide que ações entram ou saem do portfólio, fazendo a compra e venda de ativos.

"A escolha por Taiwan no ano passado foi baseada em um levantamento feito pela própria ING de alta demanda por ações brasileiras no país", conta o vice-presidente de Relação com Investidores da SulAmérica, Arthur Farme d´Amoed Neto. O lançamento do fundo foi em abril de 2010 e, hoje, possui um patrimônio de R$ 180 milhões. Depois disso, em junho do mesmo ano, a companhia partiu para Luxemburgo, onde tem um fundo com R$ 10 milhões de patrimônio.

"A ideia de Luxemburgo partiu do fato de ela ser o centro de grande parte dos fundos europeus.

Se quiser distribuir qualquer fundo na Europa, fica mais fácil de ser vendido se estiver em Luxemburgo", conta o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Mello.

Tanto o fundo de Taiwan quanto o de Luxemburgo seguem a mesma lógica de aplica ção em empresas de grande porte listadas na bolsa de valores brasileira. De acordo com Mello, geralmente essas empresas têm ADRs (American Depositary Receipts) - recibos de ações de companhias estrangeiras listadas nas bolsas americanas - e o fundo aplica nestes instrumentos.

Depois destes dois destinos, o próximo mercado em que a gestora deve apostar é os Estados Unidos, com a criação de um fundo de investimento a ser direcionado à bolsa brasileira.

O veículo está em fase de estruturação, que deve perdurar pelo menos até o final deste ano, para então começar a etapa de captação de investidores.

A SulAmérica Investimentos não faz projeção de captação para os fundos, mesmo porque admite que o ambiente macroeconômica é desafiador. No entanto, aposta no lançamento de fundos no exterior pois acredita que os investidores internacionais são qualificados e sabem aproveitar o momento de turbulência. "Para os investidores mais qualificados, o cenário de bolsa depreciada pode ser promissor", pondera o vice-presidente da gestora.

Além disso, Mello considera que o Brasil revela um cenário que privilegia a bolsa de valores.

"A queda da taxa básica de juros pode favorecer a atividade econômica e as empresas de capital aberto, é por isso que estamos com essas ações nesses fundos internacionais", conta.

Sobre o possível lançamento de fundos em outras partes do mundo, Mello diz que a gestora não descarta. "Se percebemos que temos uma estratégia que faça sentido e que temos a expertise para ela, vamos tentar captar essa demanda internacional para um possível fundo", conta.

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