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Em São Paulo, bairro pode encarecer até 80% o seguro do seu carro

Fonte: InfoMoney

Estudo mostra diferença de preços das apólices de acordo com os bairros da cidade de São Paulo
 
SÃO PAULO - Já se sabe que a taxa de roubo e furtos de veículos influencia no preço do seguro de um carro. Mas, de acordo com um estudo da corretora de seguros Mazetto, esse índice pode encarecer até 76,92% uma apólice dependendo do bairro de São Paulo.
 
Para chegar à conclusão, a corretora fez uma simulação com a média de valores de 13 seguradoras para o perfil de homem casado, com 40 anos, sem filhos em casa, com garagem fixa e que não utiliza o veículo para o trabalho. A empresa considerou três distritos de São Paulo: São Mateus, onde há o maior número de roubos e furtos, Jaçanã, 47º, e Sé, 89º numa lista com 93 localidades.
 
Enquanto no bairro de São Mateus, zona Leste, o seguro sai por R$ 2,5 mil para um Ford Fiesta 0 km, em Jaçanã, zona Norte, fica em R$ 1,6 mil - uma variação de 56,25%. Isso acontece porque o bairro da zona Leste de São Paulo tem o maior índice de roubos e furtos de veículos, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Já o Jaçanã tem taxa de criminalidade média.
Segundo Mazetto, a diferença do preço dos seguros entre os bairros diminui na mesma medida que o valor do carro segurado aumenta Segundo Mazetto, a diferença do preço dos seguros entre os bairros diminui na mesma medida que o valor do carro segurado aumenta
Em comparação ao bairro da Sé, uma região com os menores índices de criminalidade, o preço do seguro do carro em São Mateus fica ainda mais caro. Para segurar o Agile, da Chevrolet, o dono do veículo residente da Sé desembolsará R$ 1,3 mil. Já o residente de São Mateus terá de pagar R$ 2,3 mil para o mesmo veículo - alta de 76,92%.
 
Quanto mais caro, menor a diferença
Segundo Mazetto, a diferença do preço dos seguros entre os bairros diminui na mesma medida que o valor do carro segurado aumenta. “Em geral, carros mais caros são menos visados para roubo”, explica Leonardo. “As peças dos veículos mais baratos podem ser usadas em outros modelos da mesma marca, algo raro em automóveis mais caros. Em complemento, como há mais deles em circulação, a polícia tem dificuldade para recuperar os carros populares.”
 
O Bravo da Fiat, que custa R$ 64,3 mil, por exemplo, tem o seguro avaliado em R$ 2,2 mil em São Mateus e R$ 1,8 mil na Sé. Já o Linea (R$ 54 mil), da mesma montadora, cai de R$ 2,7 mil na zona Leste para R$ 1,3 no Centro, menos da metade.
 
Para Leonardo, o importante na hora de fazer um seguro é procurar uma corretora que trabalhe com diversas companhias do setor. Além das variações de locais, idade e modelo, as seguradoras também oferecem vantagens diferentes entre si. “Às vezes uma seguradora tem mais problemas numa região que outra, então é preciso fazer simulações com diversas empresas e encontrar a melhor proposta para seu bolso”, acrescentou o gerente.
   
 

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