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Reclamações à Susep em alta

Fonte: Jornal do Commercio - RJ

Segmento de automóvel supera o Dpvat e já é a que mais causa descontentamento, contra o qual 7,6 mil consumidores recorreram à autarquia em 2013, 17,6% a mais do que no ano anterior
Depois de uma queda de 16% no número de atendimento em 2012, sobre o exercício anterior, os consumidores voltaram a exercer maior pressão sobre a Superintendência de Seguros Privados (Susep) em 2013, que recebeu mais de 21 mil reclamações sobre as mais diversas modalidades de seguros, alta de 2,9%, impulsionada pelo ramo de veículos. Sem esta carteira, as queixas à autarquia no ano voltariam a apresentar nova queda, na casa de 4%.

As estatísticas mostram que o segmento automotivo é o que vem dando mais dor de cabeça ao órgão fiscalizador nos últimos anos. Já em 2012, um dos poucos desvios do declínio generalizado ocorrido nas reclamações foi observado justamente no seguro de automóvel, no qual o descontentamento subiu 42,3% sobre 2011. O quadro foi mantido agora, no recém-encerrado 2013, quando mais 1.147 segurados engrossaram a lista dos 6.501 desgostosos de 2012. Aqui, o contingente dos insatisfeitos avançou 17,6% e é hoje o maior entre todas as modalidades de seguros.

Não à toa, a quantidade de processos administrativos abertos contra o seguro de automóvel, da ordem de 138, deu salto de 64,3% em 2013, depois de aumentar 50% em 2012. No ano passado, a Susep abriu um processo a cada 55 reclamações, enquanto no exercício anterior foi um a cada 77 reclamações. Neste quesito, entre as grandes carteiras, o seguro de automóvel só perde para os seguros de pessoas (seguros de vida e prestamista): um processo a cada 14 queixas.

Em números absolutos, aliás, a carteira de pessoas é a terceira maior em reclamações do público consumidor. Em 2013 foram 3.663 descontentes, contra 3.350 de 2012, aumento de 9,3%. O número de processos administrativos abertos evoluiu quase na mesma proporção: 9,9%, para 255, depois de subir 49,7% no exercício anterior. Já o seguro obrigatório de veículos automotores (Dpvat), que até 2012 era o que mais desagradava o público, ficou em 2013 em segundo plano, com 6.659 queixas, menos 20,6%, graças à difusão de seus canais próprios de atendimento – telefônico e eletrônico. A liderança do ranking das reclamações no período foi assumida pelo seguro de automóvel.

Embora em menor escala, o seguro de garantia contratual viu a insatisfação crescer 49,2% em 2013, com 91 notificações à Susep, que geraram a abertura de apenas dois processos administrativos. Outro seguro que vem causando aborrecimento ascendente é o residencial. Contra o produto, 568 consumidores recorreram à autarquia no ano passado, 40,3% a mais do que em 2012. Os processos administrativos abertos, por sua vez, pularam de quatro para 15, alta de nada menos que 275% no seguro de moradia.

Outros segmentos

As estatísticas da Susep mostram ainda que o público consumidor descontente encolheu de 2012 para 2013 nas áreas da corretagem de seguros e de títulos de capitalização. Contra as corretoras, as queixas diminuíram de 2.705 para apenas 104. Na capitalização, a queda foi bem menos acentuada, de 344 para 339, menos 1,4%. As reclamações contra a comercialização irregular de produtos também arrefeceram, com queda de 6,4%, com 290 casos. O mesmo não foi verificado nos planos de previdência complementar aberta, cujo número de pessoas exasperadas cresceu 3,2%, passando 2.584 para 2.666 entre os dois períodos. As denúncias de golpes praticadas no setor foram igualmente maiores em 2013, atingindo 699 comunicados, 15,2% acima dos registros de 2012.

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