Aumento do IPI traz perdas para seguradoras
Fonte: Valor Econômico
Em um ano que promete solavancos para seguradoras que atuam com automóveis, o primeiro desafio chega já no começo de 2012: lidar com perdas trazidas pelo aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados, que entrou em vigor em meados de dezembro.
O grande problema será o descasamento entre as apólices feitas no segundo semestre de 2011 com os preços de veículos reajustados em 2012 - o que deve encarecer as indenizações. O que foi segurado antes a um custo mais baixo será indenizado pelo novo valor, diz Jabis Alexandre, do Banco do Brasil e Mapfre. Isso trará um agravamento da conta da sinistralidade. A solução foi intensificar o reajuste de preços nesse segmento, que no BB-Mapfre ficou entre 7% e 8%.
Quem sentirá mais forte os efeitos do IPI serão as seguradoras que se especializaram em carros importados, caso da Chubb, que não divulga a fatia da carteira que é importada, mas que diz ser significativa. Vamos ter que engolir o prejuízo, diz Acácio Queiróz presidente da Chubb.
Ele conta que a seguradora, que subiu em média 10% do preço dos seguros no fim do ano, chegou a reajustar algumas linhas em até 22%, para ajudar a compensar as perdas que o aumento do IPI deve trazer. Outra estratégia para amenizar o impacto é a aposta em apólices de veículos negociadas com preço fixo, e não com base na tabela Fipe, como é o padrão do setor.
Apesar de terem uma proporção de importados menor que a da carteira da Chubb, outras seguradoras de auto já fizeram preparativos para o aumento do imposto. Na Porto Seguro, em que a fatia de importados mal chega a 1% da carteira, Marcelo Sebastião aponta um produto específico que sofreu reajustes para não dar dor de cabeça no ano que vem: os seguros de carros importados que garantiam seis meses de carro zero, em caso de sinistro. Para Sebastião, essa cobertura poderia trazer perdas mais robustas graças à mudança no preço dos carros.
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