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Países emergentes atraem interesse de players globais

Fonte: Jornal do Commercio - RJ

A atividade de seguros nos mercados emergentes tem experimentado forte expansão na última década e as perspectivas para a próxima década continuam promissoras, segundo avalia o mais recente estudo Sigma da Swiss Re. No entanto, dada a persistente baixa das taxas de juros, pelo menos em futuro próximo, alcançar crescimento rentável se tornará cada vez mais desafiador em mercados emergentes.

O estudo da Swiss Re centra-se em duas das regiões que mais contribuíram para o crescimento dos prêmios nos mercados emergentes: Ásia e América Latina. Baseando-se em dez anos de desenvolvimento rápido, o estudo explora os motores desse crescimento e da rentabilidade e fornece uma visão nessas duas regiões.

INTERESSE GLOBAL.
Os prêmios de seguros em mercados emergentes têm se expandido vigorosamente em 11% ao ano em termos reais na última década, segundo o estudo, que aponta comparativamente o incremento de 1,3% nas economias industrializadas. A boa performance dos mercados emergentes deverá continuar na próxima década e está atraindo a atenção das seguradoras globais, que olham a lucratividade desses mercados para além dos mercados maduros saturados.

Embora as seguradoras em mercados emergentes tenham experimentado expansão estelar dos prêmios, o estudo indica que alcançar o crescimento lucrativo está longe de ser a norma. Por exemplo, das cerca de 174 seguradoras de vida de uma amostra de mercados emergentes asiáticos e latino-americanos, 46% delas não apresentaram lucros consistentes entre 2006 e 2009, e apenas 20% registraram margens de lucratividade (lucro líquido dividido por prêmios diretos) superior a 10%. Em mercados de seguros não-vida, 49% de todas as seguradoras tiveram margens de subscrição negativas (underwriting dividido por prêmios diretos) e em cerca de 36% a margem ficou na faixa de 0% a 10%.

A baixa rentabilidade, na avaliação do estudo, pode indicar um foco excessivamente agressivo por parte das seguradoras pelo crescimento, em vez da rentabilidade. O estudo Sigma analisa a rentabilidade nos mercados emergentes, e explora se a estrutura de propriedade, a filiação com conglomerados financeiros e economias de escala podem inclinar a rentabilidade para cima.

Coautor do estudo, Amit Kalra observa que no setor de seguros de vida as seguradoras nacionais e filiais estrangeiras conseguiram uma melhor rentabilidade do que os joint ventures. "O sucesso de seguradoras de vida doméstica pode ser devido às suas redes de distribuição de grande porte, seus conhecimentos do mercado local e custos mais baixos, possivelmente resultante de economias de escala", aponta Kalra, acrescentando que muitas joint ventures têm apenas uma história operacional curta e ainda incorrer em pesados custos iniciais. "A imagem do setor não-vida é menos certo, como não há diferenças aparentes entre as seguradoras de diferentes estruturas de propriedade", conclui.

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