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Preços mais caros em 2012

Fonte: Jornal do Commercio - RJ

Automóveis - Para os cariocas, o aumento de preços deve pesar menos no bolso do que em outras unidades da federação, inclusive São Paulo, onde o roubo de carros tem crescido

Alegando que os custos de peças, mão de obra e serviços em oficinas mecânica estão mais caros, perto de 18%, além dos sinistros em alta, algumas seguradoras ensaiam aumentar os preços do seguro de automóvel logo na virada do ano, em percentuais que podem chegar a 15%, bem acima da inflação acumulada em 2011. O encarecimento das apólices, tido como inevitável, deverá variar de estado para estado. Além disso, as novas tarifas levarão em conta o perfil do consumidor e o endereço residencial.

Em algumas regiões do País, como na Região Metropolitana de São Paulo, o ajuste de preço do seguro de veículos já foi antecipado, pelo menos em parte, a partir de outubro. São casos em que o aumento tem oscilado entre 8% e 10%.

Em muitas seguradoras, a estratégia de aumento de preços ainda não está definida, a espera de como se comportará principalmente os grandes players do segmento automotivo. Há seguradoras que estudam, por exemplo, parcelar o aumento, ao invés de impô-lo de uma só vez em janeiro. O consenso entre os seguradores é que há pressão nos custos vindo do roubo e das peças de reposição e dos serviços de consertos, fatores que influenciam tanto as indenizações por perdas totais quanto parciais dos veículos.

O que explica a indecisão de algumas seguradoras quanto à subida de preços e, portanto, o restabelecimento da margem de rentabilidade, é o temor do consumidor diante dos aumentos, já que o mercado de seguro de carro é bastante competitivo. Seguros novos ou renovados caminharão certamente para a empresa que oferecer o menor preço final pelo seguro. Mas, a julgar pela movimentação do setor neste fim de ano, parece que as seguradoras estão vendo espaço no bolso do consumidor, muitos pertencentes à ascendente classe C, para aumentos de preços.

Para os cariocas, o aumento de preços do seguro deve pesar menos no bolso do que em outras unidades da federação, inclusive São Paulo. "O Rio reduziu a sinistralidade. Se houver aumento, aqui será menos intenso", acredita o diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Neival Rodrigues Freitas. O roubo de veículos, para ele, é fator que tem pressionado fortemente a carteira. Ele cita dados da entidade. De janeiro a outubro, foram roubadas 331,7 mil unidades, contra 377,5 mil nos 12 meses de 2010.

São Paulo foi a cidade com o maior índice de roubos e furtos de veículos em 12 meses, com total de 82.885 registros. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, mas bem distante, com 14.224 ocorrências. Salvador apareceu na terceira posição (8.662 carros roubados ou furtados no período), seguido por Campinas (7.732), Brasília (7.255), Curitiba (7.101), Porto Alegre (7.066), Belo Horizonte (6.393), Goiânia (5.310) e São Bernardo do Campo (5.283).

A estatística mostra que o Gol continua sendo o veículo mais visado pelos ladrões. Até outubro foram roubados ou furtados 35.636 veículos dessa marca. O segundo veículo mais visado pelos ladrões foi motocicleta Honda CG Titan 125, que aparece com 19.223 unidades subtraídas. Logo depois, ficaram dois veículos da Fiat: Uno e Palio. A frota segurada no Brasil gira em torno de 11 milhões de veículos.

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